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metamundo

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
22/10/2006

uma história que continua... Em outro lugar

Ok, não se pode fazer um omelete sem quebrar os ovos, né? Então vamos lá, sem enrolação.
 
Mudei de endereço. Encontre-me em http://agarotadaspalavras.blogspot.com.
 
Não vou excluir esse blog aqui. vai ficar como memória, arquivo do que já foi. Quem sabe um dia eu volto a fazer dele alguma coisa; e isso porque gosto daqui, muito, por sinal.
18/10/2006

Mas Já?

Quase dez dias se passaram e eu sem aparecer por aqui. A verdade é que minha vida de blogueira está uma confusão só. deixar de ter vida de blogueira, depois de tanto tempo, é impossível; mas tenho tido problemas com o servidor (pra variar) que eu não gostaria de ter. Como eu já disse antes, tem gente com problemas pra comentar aqui e eu não sei o que fazer. Primeiro, porque não quero que pessoas tão bacanas deixem de me presentear com suas palavras; segundo, porque uma possível troca de servidor deixa para trás vários posts e comentários tão preciosos. Como dá pra perceber, são situações opostas e eu não consigo me decidir por nenhuma delas. Estou tentando encontrar uma solução...
 
Enquanto meu dilema não termina, aceito sugestões. Caso você esteja impossibilitado de comentar, clique aqui e me mande um e-mail.
 
Bem, é isso por enquanto. Até a próxima!
09/10/2006

Pássaros Livres na Prisão do amor

Encontrei o texto abaixo por essas minhas andanças virtuais. Achei importantíssimo compartilhá-lo com todos aqueles que costumam vir aqui e com aqueles que por acidente ou curiosidade venham a cair por esses lados. Mais que importante, achei-o essencial, indispensável. O autor do texto se chama Caio Fábio e ele costuma escrever umas coisas bem legais. Copiei o texto exatamente como o encontrei, não modifiquei absolutamente nada. Uma boa semana pra todos! 

 
 
PÁSSAROS LIVRES NA PRISÃO DO AMOR!

 
 
 
 
Aqui em casa, onde moro, em Brasília, há um belo jardim nos fundos; como no fundo são praticamente todos os jardins residenciais no Distrito Federal. Quando minha família e eu mudamos para esta casa, aqui não havia nada além de duas corujas no telhado e pássaros que passavam de leve, bem rapidamente, a fim de beberem água ou se molharem na piscina. Então, pensei que se houvesse mais água, e boa comida, eles viriam pra cá. Passei a molhar sempre. E também a jogar sementes de gira-sol e alpiste. Hoje, alguns meses depois de ter começado, é impossível se chegar ao jardim e não ver dezenas de pássaros, dos tipos mais diversos do serrado; todos comendo e se molhando no sprinkler que coloquei espirrando água o dia todo.
Vieram e ficaram. Mas ficarão apenas enquanto eu os tratar bem. Pois se não mantiver a qualidade de nossa relação, eles se irão daqui.
Assim é criar pássaros livres: Só ficam se a liberdade for equivalente àquela que o Pai que está nos céus deu a eles. Além disso, também só ficam se com a água e com as sementes também vierem amor e carinho; visto que mesmo que pusesse coisas para eles comerem, mas se não os amasse, eles daqui se iriam também.
Ora, se pássaros sentem assim, que não dizer de cônjuges, filhos e outros que vivem à nossa volta? Sim, caso tivessem a liberdade dos passarinhos ficariam conosco? Se tivessem asas, nos visitariam? Recebem de nós aquilo que os faz ficar, ou ficam apenas por que não sabem voar?
Não basta alimentar, nem pagar os estudos, nem dar o que eles aparentemente precisam se, junto com tudo, não houver amor!
Até passarinhos sentem a diferença. Como esperar que os que vivem conosco não sintam?
Ou supomos que eles sentem menos que pássaros? Ou julgamos que por que não têm asas, ficarão? Ou nos iludimos com a idéia de que se ainda estão fisicamente conosco é por que gostam? Ou será que não vemos como viajam longe de nós em suas mentes, nas asas da imaginação?
Esposas engaioladas, filhos no viveiro, maridos presos pela insegurança? É assim a vida? É esse o sentido de se estar junto, em família? Sim, com água e pão, mas sem afeto?
Ora, até pássaros sabem fazer a diferença. E é por esta razão que meu cuidado por eles se renova dia a dia, pois, caso assim não seja, eles haverão de sair voando, e amanhã já não estarem mais aqui. Aliás, talvez nunca mais voltassem enquanto eu aqui estivesse. Como pássaros passariam voando por sobre minha cabeça, mas aqui não mais pousariam em tranqüilidade e prazer. Afinal, até pássaros sabem quando com a semente vem amor, e quando vem apenas semente. Pássaros gostam de semente, mas não se a eles se mente!
Pássaros comem semente (na maior parte das vezes). Plantas comem luz. E homens comem amor! Entretanto, até pássaros e plantas comem melhor com amor. Que não dizer então de você? Sim, de nós?! O que comemos? O que alimenta a nossa vida?! Temos nos alimentado de quê? Ou ainda comemos onde e com quem comemos apenas por que ainda não tivemos forças ou alternativas? Sim, apenas por que não sabemos voar?
Assim, aqui, falo com dois tipos de pessoas: a que serve e a que é servida. Aquela que serve, que sirva com amor. E quem recebe, receba o que for amor. Pois, dar sem querer, faz mal; assim como receber sem desejar faz mal também.
O importante sempre é perguntar: Se ela ou ele soubessem voar ou quando souberem, ainda estariam ou estarão aqui?
Pense e responda para você mesmo! A resposta pode criar um jardim ou um deserto; ou, quem sabe, salvar o seu disfarçado deserto da condição de deserto, para uma existência de vida e paz.

Nele,

Caio
 
 
 
 
 
 
 
 
17/09/2006

Tinha de estar aqui

Descobri o poema abaixo essa semana e fiquei encantada. Aí pensei, óh, ele tem que ir pro blog! Não sei descrever quais exatamente foram as voltas que minha imaginação deu quando o li pela primeira vez, mas é certo que ele vai ficar gravado em mim pra sempre. Fernando Pessoa e seus fantasmas (como eu gosto de chamar os heterônimos) me faz achar a poesia mais atraente. Esse, é do Caeiro.

Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.


Preciso dizer uma coisa: preciso agradecer a todas as pessoas que passam por aqui; tem muita gente que passa e não comenta, por diversos motivos; mas algumas pessoas estão reclamando do sistema de comentários do live spaces. É realmente complicado comentar, já que toda vez é preciso entrar com o login e senha do passport, ou seja, aquele que todo mundo usa no msn. É inconveniente, eu sei. Mas eu agradeço a quem, mesmo sem comentar, passa por aqui pra ler meus pensamentos. E a quem comenta, mesmo sem deixar o nome.

10/09/2006

Felitsa

Nada como dias de sol por fora e por dentro. Lá fora, o sol brilha, desinibido; aqui dentro ele brilha tímido, como se tivesse acabado de nascer, como se aliviado por nuvens que, pouco a pouco, vão para um outro lugar. Um dia elas escondem o sol; hoje, porém, se escondem do sol que aquece gradualmente a paisagem carente de calor.
 
Só peço a esse sol que amplie meu horizonte e me deixe ver pelo caminho, para eu ter a confiança que espanta o medo e a tristeza de não ter tentado. Que haja alguns dias de sol, só sol, para esquentar os jardins e fazer evaporar a água da chuva, até que a lua e as estrelas possam voltar, junto com a brisa e o ffrescor que derrama o orvalho.
09/09/2006

Filmes e CIA

Ok, até agora não me conformo com Cidade baixa. O filme tinha tudo para ser uma maravilha, mas é cansativo; tão cansativo que não conseguiu fazer com que eu o assistisse até o final. Elenco bom: Lásaro Ramos e Vagner Moura; roteiro bom também: a história de dois amigos que se envolvem com uma prostituta, que só veio pra acabar com a paz entre os dois.. Ah! Mas falta de ritmo é um problema sério, ao menos pra mim. O jeito foi tirar o filme e ir dormir, o longa é sonífero...
 
Devia ter alugado Ladies in Lavender, ou O Violinista que Veio do Mar, que estou louca de vontade de assistir; dica da Tangerine, dada há um tempo no blog.

 
Viciei em Yanni. Há umas duas semanas não paro de ouvir; sim, música new age, mas não é chato feito Enya. Tende mais para o clássico, violino e piano maravilhosos, por sinal. Tribute, a música que me fez conhecer Yanni, me transporta, me faz pensar. Felitsa, In the Mirror e Before I Go também são ótimas. Yanni é bom pra ler, trabalhar e dar uma relaxada, principalmente pra quem, como eu, não consegue fazer nenhuma dessas coisas sem música..
 
Dados os recados e recomendações, que podem ou não interessar, vou ali e volto amanhã, com algo mais consistente.
04/09/2006

Eu, em Seis Tempos

A brincadeira pegou mesmo todo mundo por aí. E eu gostei, porque chegou até mim. Primeiro, através da doce Cássia e depois pela querida Kalu; ambas me incumbiram da tarefa de escrever seis coisas sobre mim, por isso, "eu em seis tempos". Vamos a elas:

1- Quando eu era criança, meu sonho - aliás um deles - era ser escritora. jurava que quando eu crescesse, ganharia dinheiro assim. Escrevia horrores, o tempo todo; era capaz de passar tardes inteiras imaginando histórias e pessoas. E no fim, fazia uma coisa que hoje não faço nem com as cartas que escrevo: dava pra pelo menos uma pessoa ler, pra eu saber se estava bom ou não. Hoje, em compensação, raramente crio histórias e pessoas, mas ainda adoro fazê-lo quando tenho uma idéia na cabeça.

2- Sou extremamente apegada às pessoas. apego-me com uma facilidade imensa. Existe gente tão importante pra mim... Tão significativa na minha vida... Gente que vejo todos os dias, gente que vejo uma vez por mês ou menos... Gente com quem só converso pela Internet, mas que nem por isso são menos importantes que aquelas do contato direto, do toque físico. sim, porque amigos virtuais também tocam a gente. Muitas dessas pessoas nem sabem da sua importância; talvez por isso já sofri bastante por causa dessa coisa de me apegar, como acho que todas as pessoas que também são assim sofrem; mas não dá pra evitar, é mais forte do que a razão que pode conter tudo isso... E quando a razão percebe, não dá mais pra impedir.

3- Não sou uma pessoa de iniciativas. Raramente as tomo. Não sei por que raios prefiro que os outros dêem o primeiro passo. Isso é irracional, eu sei; uma parte de mim de que eu não gosto.

4- Não gosto de esperar. Na maioria das vezes, sou impaciente. Quero as coisas aqui, rápido. Quando não depende de mim, aí é pior. Talvez seja por isso que espero por coisas que parecem nunca chegar. Acho que alguém lá em cima está querendo me ensinar que paciência é uma virtude. Quer dizer, ensinar não, porque disso eu já sei; mas talvez esteja querendo que eu ganhe essa virtude pra me tornar uma pessoa mais completa.

5- Eu não sei mentir. Eu me traio; às vezes até tento, mas acabo confessando a verdade; são poucas as pessoas que eu consigo enganar. Por isso, não gosto de mentir, assim como não gosto de que os outros mintam pra mim. Talvez essa seja a atitude que mais me entristece, irrita, enfurece. Se eu não minto pra você, não te dou o direito de mentir pra mim. Além disso, sempre preferi uma verdade que machuca, porque uma mentira doce sempre torna a verdade mais amarga, que resulta em muito mais lágrimas. Não estou imune de nada, nem sou um anjo imaculado; mas faço o possível pra viver aquilo que falo. Se não sou capaz de viver, por mais que seja um princípio nobre, não falo.

6- Quando eu gosto de alguém, eu gosto e pronto. Mas quando eu não gosto... Ah! Aí é complicado. Não faço mal, mas não me obrigue a tolerar. simplesmente fico na minha, bem calada. Se eu arrumar um jeito de sair pela tangente, não ter de ouvir as besteiras que a pessoa diz e ir pra outro lugar, ótimo, porque eu não faço cerimônia. O problema é que sou transparente, pelo menos é o que os outros me dizem. Minhas expressões me denunciam e mostram, no mínimo, que eu não estou gostando de alguma coisa. Os mais observadores reparam; os mais ddistraídos podem nem disconfiar.


Prontinho, aí está mais um pouco de mim. Vamos passar a brincadeira? Claro! Então, agora é a vez de:

Fernanda

Valente &

Tangerine.

31/08/2006

Insônia

Mais de quatro da manhã... Sono vem, sono vai... Já deixei-o ir faz tempo, ultimamente tem sido comum. Tenho sinais muito claros e esse é um que diz: "é, tem alguma coisa errada". Uma ansiedade; uma só, que é capaz de consumir quase todas as noites; uma da qual poucos sabem e que muitos fingem não saber, porque assim fica mais fácil.
 
Pensando nas coisas que ainda não são e bolando um jeito de fazê-las ser. Cansaço; energia demais que não vai pra lugar nenhum. E o tempo, que não me deixa esquecer que os dias não voltam. Talvez um dia eu ache alguém pra dividir tudo isso; que não olhe com desdém nem com resignação; que não dê receitas prontas; que não atire a primeira pedra e, com ar de superioridade, reduza um obstáculo a um grão de areia.
 
Desabafo que ttalvez melhor tivesse sido se ficasse só no pensamento... Mas no fundo, eu não me importo.
19/08/2006

Lua Adversa

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Leitura da alma feita pela Cecília Meirelles. Poema que uma grande amiga insistia em recitar, mas que só recentemente entendi. Porque existem coisas que a mente não entende.
17/08/2006

a pergunta

O que de pior pode acontecer com uma alma depois que ela perde a sensibilidade e a doçura? Acho que ela deixa de ser alma e acaba perdendo, pelo menos, metade de si. E estraga; a si mesma e a todo o resto... Melhor que volte ao normal, antes que a outra metade vá embora. E o que tem de alma se perdendo por aí...